Há anos ouço a mesma reclamação de muitos empresários: “Não entendo por que os jornalistas não falam sobre minha empresa. Temos um produto maravilhoso, inovador, mas ninguém quer saber…” ou “Só quem tem muito dinheiro sai na imprensa…”. E, se o concorrente for destaque, a situação piora. A indignação aumenta, além da certeza de que nunca serão os escolhidos para estampar as páginas dos jornais.
À medida que conversamos, começam a entender que não existe nada de divino na criação de um relacionamento com a imprensa. A chave pode estar em oferecer conteúdo de qualidade e embasado em dados, para desenvolver um relacionamento sério e de longa duração.
Mas, antes de iniciar o processo de aproximação com a imprensa, é preciso: avaliar bem o que é notícia. Muitas vezes, o que a empresa considera extraordinário, não gera impacto junto aos jornalistas, que estão em busca de temas que possam ser de interesse de grande parte da população.
Também é importante analisar a importância de determinado tema que, mesmo relevante, pode perder destaque em vista de acontecimentos de maior peso editorial. No jornal, essa avaliação é normalmente feita pelo editor e vai ao encontro da linha de pensamento do próprio veículo, que deve ser estudado por quem sugere pautas
E, por fim, é preciso estar ciente de que o enfoque dado à notícia pela imprensa pode não ser exatamente o que a empresa gostaria de ver publicado.
Também é fundamental estar preparado para atender as demandas de jornalistas. Trata-se de um relacionamento de mão dupla, no qual é necessário fornecer informações e atendê-los em seus questionamentos. Vale lembrar que a imprensa, como qualquer outro setor, sempre procura as pessoas que se mantêm dispostas a colaborar com o trabalho dos repórteres, e, conseqüentemente, evita quem sempre fecha as portas.
E, em tempos de mídias digitais, construir uma imagem sólida e se tornar autoridade em temas específicos se tornou um pouco mais complicado do que outrora. Apesar de a internet fazer surgir celebridades por minuto, não se mantém em destaque quem não tem consistência no discurso.
Leia-se como consistência a qualidade das publicações e a coerência com a imagem da empresa. Nas redes sociais é preciso foco, preocupação e cuidado constantes com o que está sendo feito. E, se a ideia é deixar o sobrinho, o vizinho ou qualquer outra pessoa tomar conta de algo tão valioso, é melhor não ter. Aparecer de forma errada pode ser um verdadeiro tiro no pé. A simples postagem de conteúdo sem embasamento, repetida em diversas plataformas e, até mesmo em perfis diferentes, não faz com que nenhum executivo ou empresa se destaquem. Ter centenas de seguidores não garante o fortalecimento da imagem de ninguém se não houver engajamento. Para que isso ocorra, é preciso haver troca. Quem curte precisa saber que aquelas informações vão impactar de forma positiva em suas vidas. Aqui, assim como nas mídias tradicionais, qualidade é essencial!
Cilene Impelizieri
Diretora da Hipertexto Comunicação Empresarial

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