A frase “não foi isso que eu quis dizer” costuma ser o primeiro passo de uma queda livre. Já parou para contar quantas reputações sólidas foram arrastadas para a lama por causa de uma única frase infeliz?
O desafio diário na construção da imagem é conscientizar porta-vozes sobre a força do hábito. Tudo o que você fala e repete naturaliza comportamentos que você acredita ser capaz de esconder em público.
É uma crença quase infantil separar o que se diz entre amigos do que se apresenta na empresa. Os comportamentos ficam automatizados quando são validados por sua bolha social. No momento em que essa bolha é furada por uma entrevista ou um palco, o deslize vira apenas uma questão de tempo.
No campo da reputação, a sua intenção original não valerá de nada se a percepção pública divergir dela. O que prevalece é o que o outro compreendeu, sentiu, acreditou e espalhou.
Talvez você até considere exaustiva a necessidade de manter atenção constante em cada palavra ou gesto. É compreensível sentir certo incômodo com essa vigilância, não é mesmo?
Ocorre que o conforto desse descuido pode custar caro demais. Infelizmente, o ecossistema dos negócios demonstra pouca tolerância com a falta de clareza. O mercado cobrará seus posicionamentos com rigor.
Resumindo: você pode até ignorar o monitoramento público, contudo, ele jamais te ignorará.
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