Uma lata de energético, um lanche, uma viagem para a Alemanha, outra para a China, camisas oficiais, benefícios de contrato. Em poucos tweets, uma provocação entre dois influenciadores deixou de ser apenas uma troca de ironias e virou quase um inventário das relações comerciais que existem ao redor deles.
Foi impossível não pensar em reputação. Não porque o humor precise ser domesticado, muito menos porque pessoas públicas devam falar como se cada postagem tivesse passado por três departamentos jurídicos.
Na verdade, o ponto é outro. Para atingir quem estava do outro lado, marcas que não participavam daquela disputa acabaram transformadas em argumento, comparação e, em alguns momentos, medida de prestígio.
É uma escolha curiosa, principalmente agora quando clubes tradicionais e organizações de e-sports discutem novas receitas, profissionalização e formas de tornar seus projetos mais atraentes para patrocinadores.
Enquanto isso, em uma discussão pessoal, justamente aquilo que as marcas oferecem aparece como munição para provocar alguém.
Então, existe um momento melhor para fazer esse tipo de brincadeira? Talvez a pergunta esteja errada. A questão não é quando brincar, mas com o quê.
Porque existe uma diferença considerável entre ironizar um colega e usar uma relação comercial, que envolve investimento, estratégia e reputação de terceiros, para ganhar alguns pontos na conversa.
Nas redes, existe sempre a tentação da última palavra, da resposta mais espirituosa, do print que circula. Só que nem toda vitória de timeline é, de fato, uma vitória.
Uma avó resumiria tudo com menos caracteres: o peixe morre pela boca.
Duas perguntas antes do formulário: qual é o seu setor e qual é o problema que você quer resolver.