Networking ou caderninho de contatos moderno?

Networking. Palavra que aparece em todo evento, nas rodas de negócios, em quase qualquer conversa sobre carreira. Do inglês, significa rede de contatos. Na prática, deveria ser o processo de construir e manter relações profissionais. O problema é que quase sempre o verbo fica no “construir”. E o “manter” se perde pelo caminho.

Conhecer pessoas é algo relativamente simples. Cartões de visita, conexões no LinkedIn, cumprimentos em coquetéis, tudo isso soma números. A relação, no entanto, não se sustenta em acúmulos. Ela pede presença, reciprocidade, continuidade. Não é diferente nos negócios do que é no amor ou na amizade: vínculos precisam ser alimentados para se tornarem verdadeiros.

Vejo muita gente orgulhosa de uma lista de contatos robusta, mas incapaz de dizer quando foi a última vez que ligou para alguém daquela lista sem pedir nada em troca. Uma rede só faz sentido quando funciona nos dois sentidos. 

Lembrar de um detalhe dito meses atrás, ajudar a achar uma fonte, marcar um café que não se disfarça de proposta comercial, agradecer uma indicação mesmo quando ela não se converte em negócio. E tantas outras milhões de manifestações orgânicas.

O que vamos falar agora, fica aqui entre nós, está bem? Networking não é o status de simplesmente conhecer pessoas importantes. É cultivar relacionamentos baseados na confiança de forma orgânica.

Agora, confesse, o seu networking é uma rede viva ou apenas um caderninho moderno de contatos?