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Você pode até ter sentido raiva ao ver um lobista sem escrúpulos tentando defender a indústria do cigarro em “Obrigado por Fumar”. Mas certamente tirou alguma lição do longa. Ainda que seja sobre o que não fazer.
Então, essa e tantas outras obras do cinema e da televisão mostram uma pincelada do dia a dia dos marketeiros e suas estratégias mirabolantes para alavancar vendas e também gerar engajamento com as marcas.
Assim, pensando nisso, separamos uma lista de 5 filmes de marketing para você aprender sobre o ofício, mesmo que seja com exemplos da ficção. Então, prepare a pipoca e vamos lá!
1. “Obrigado por Fumar” (2005)
Mencionamos o longa anteriormente, mas vamos detalhar um pouquinho para quem ainda não viu. “Obrigado por Fumar” mostra os desafios de ser um “advogado do diabo”. Ou melhor, um “marketeiro do diabo”.
Dessa forma, a história mostra o lobista Nick Naylor como representante da indústria do tabaco norte-americana, precisando defender que “fumar é legal” (no sentido de “descolado”).
Essa é uma lição sobre como alguns desenvolvem a habilidade com as palavras para convencer. Ou seja, por que não, confundir as pessoas.
2. “Fome de Poder” (2016)
Essa é outra obra que precisamos mencionar e que não é somente sobre marketing mas, sim, sobre negócios e empreendedorismo. Ela conta a história – baseada em fatos reais – do vendedor de máquinas de milk-shake Ray Croc, que consegue “fundar” o McDonald’s.
Depois de conhecer os irmãos que haviam criado um modelo original e inovador de fast food, o protagonista corre atrás de formas para impulsionar o negócio.
E, apesar de narrar uma ética duvidosa do personagem principal em diversos momentos, o roteiro mostra um perfil incansável de empreendedor e que serve como importante lição.
3. “Mad Men” (2007-2015)
Certo, certo. Não é filme, mas é série sobre marketing. E uma das mais reconhecidas pela crítica. Ao longo de sete temporadas, o seriado mostra como campanhas e ações publicitárias estão intimamente ligadas com comportamento e sociedade.
Então, a história é sobre uma agência, a Sterling Cooper, que precisa vender o “sonho americano”, em meio aos anos 1960.
4. “Syrup” (2013)
Lembramos desse filme, pois ele aborda justamente estratégias de marketing para tentar vender “o sonho americano enlatado”, que nada mais é que um energético.
A história do longa sobre dois jovens executivos que querem comercializar tal produto, nos leva então a refletir sobre a própria indústria da publicidade.
Em outras palavras, um prato cheio sobre abuso da ingenuidade das pessoas e sobre como investir apenas em imagem é algo insustentável.
5. “Amor a Toda Prova” (2011)
Esse filme geralmente não entraria nesse tipo de lista. Contudo, é um exemplo sobre marketing pessoal – e, indo um pouco mais longe, pode nos levar a refletir sobre reposicionamento de marca.
O roteiro narra a vida do “apagado” Cal Weaver, que se vê traído pela esposa e então, começa a mudar o estilo de vida.
Essa transformação é incentivada por um jovem que ele conhece em um bar e que sabe bem se posicionar e demonstrar autoconfiança.
O filme está na categoria de comédia romântica, mas, se refletirmos bem, vamos entender como crises na vida e, claro, no cenário profissional, podem impulsionar mudanças positivas.
“The Newsroom” (2012-2014)
Não é um filme sobre marketing. Mas como amamos jornalismo, vamos dar a dica dessa série. A história é sobre a produção do programa jornalístico “News Night”, que conta com o apresentador Will McAvoy e a produtora MacKenzie McHale.
Esse é um dos exemplos mais interessantes para entender como é a correria do jornalismo diário. Da mesma forma, a importância da comunicação e da informação de qualidade.
Em conclusão, podemos ficar por horas e horas falando de séries e filmes sobre marketing e comunicação. Mas que tal tomar um café para conversar mais sobre essas e outras estratégias? Envie-nos agora uma mensagem pelo site ou pelo whatsapp: (31) 99404-0123.
]]>Além da bagagem de cada líder com base em seus estudos, vivências e experiências, as inspirações para as soluções surgem também com o exemplo de quem comanda times de peso. Isso está muito bem retratado no livro “O Caminho dos Líderes”, do mineiro Fernando Pacheco, lançado no fim do ano passado.
O escritor – que também vive o papel de líder (veja mais na entrevista abaixo) –, conversou com 19 CEOs, gestores e diretores de empresas e instituições de diferentes segmentos para descobrir o que cada um tinha a dizer sobre carreira, erros e acertos, desenvolvimento, cultura organizacional, empreendedorismo, relações interpessoais, tempo livre, sonhos, entre outras curiosidades.
Entre as 165 páginas estão os depoimentos de nomes como Ricardo Ferreira, fundador da Richards; Sérgio Herz, CEO da Livraria Cultura; Israel Salmen, CEO do Méliuz, Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna; Carlos Arruda, diretor executivo de Inovação da Fundação Dom Cabral, e Gustavo Caetano, CEO da Samba Tech.
Salmen, por exemplo, fala que a cultura organizacional é como “vender um sonho” para todos envolvidos no processo. “Líder é o cara que mantém esse sonho aceso e, ao longo do caminho, mantém esse relacionamento cada vez mais genuíno entre todos os shareholders: usuário, cara que trabalha, investidor, todo mundo”, afirmou.
Assim, cada um relata, à sua maneira, suas condutas como profissional, gestor, ser humano. O curioso é que, no fim das contas, o livro vai muito além de oferecer a resposta sobre o que é ser um líder. “Um amigo até brincou comigo: ‘meu caro, descobri que não é um livro sobre liderança, mas sobre pessoas’”, conta Fernando Pacheco.
Fernando Pacheco é gerente de Desenvolvimento Estratégico na Samba Tech, empresa líder em gestão e distribuição de vídeos na América Latina e eleita pela Fast Company uma das dez mais inovadoras do continente.
O que te motivou escrever sobre gestão? Creio que seja uma curiosidade que veio desde a adolescência. Foi a tentativa de sanar a dúvida que vai muito além da gestão, mas que tem a ver com história de vida, bagagem, inteligência emocional. Ninguém é gestor ou gestora apenas, mas somos um conjunto de coisas que nos formam como pessoa e refletem na esfera profissional. Creio que esse caminho tenha sido o grande foco de escrever um livro nessa temática. Um amigo até brincou comigo: “meu caro, descobri que não é um livro sobre liderança, mas sobre pessoas”.
Qual resposta te fez refletir e ainda mexe com você? Por quê? Acho que todas as respostas sobre erro foram incríveis. Todos foram muito honestos e justos ao lembrar onde erraram. Isso é fenomenal. Mas, creio que a reflexão do professor Carlos Arruda sobre a formação dele, sobre a infância como base de quem ele é como adulto, foi uma das mais interessantes. Como disse a você anteriormente, ninguém é apenas profissional e ponto final. Mas, são pessoas, com pontos de desenvolvimento, forças, fraquezas, habilidades específicas e background distintos. Ver essa reflexão dele, com mais de 50 anos de idade, foi muito positivo. Sempre é motivador ver alguém que alcançou o patamar que gostaria na vida, ter a humildade de buscar esse desenvolvimento.
De que forma o conjunto de sua obra mexeu com a sua forma de gestão? Como essa curiosidade era algo muito forte, conversar com essas pessoas me ajudou muito como pessoa, como alguém que gosta de ouvir. É difícil dizer o que mudou ou não, pois somente os liderados podem validar a liderança de alguém. Então, seria presunçoso dizer se mudei ou não (risos). Mas foi uma jornada incrível, de buscar aprender coisas novas, com pessoas que respeito e que construíram carreiras e vidas fantásticas. Essa foi a grande vitória. Além disso, foi uma honra pessoal. São profissionais do primeiro escalão de gestão, no Brasil e no mundo, e ouvir essas pessoas é sempre um privilégio.
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