Máquinas não sentem!

A sua cafeteira não se comove com um comercial, a geladeira não cria lembranças e a lógica para sistemas como o ChatGPT não é diferente. Emoção, ética, criatividade genuína e a rara capacidade de pensar sobre o próprio pensamento pertencem ao humano. É desse encontro que nascem ideias que conectam oportunidade, emoção e intencionalidade.

O mercado ganhou um bom exemplo recentemente. A Drogaria Araújo observou a conversa cultural em torno de “Três Graças”, nova novela das nove que aborda remédios falsificados, e lançou um comercial feito para o intervalo da própria trama. O filme usa humor, esclarece o tema e reforça a confiabilidade.

Uma ideia que, para ser concebida, exigiu repertório, originalidade, timing, interpretação de emoções e responsabilidade com o público. Nada disso parece automatizado.

É fato que a inteligência artificial processa dados, sugere caminhos e acelera rotas, mas, nem de longe, ela substitui a decisão sobre qual emoção merece ser convocada. É o humano que definirá qual verdade sustenta a mensagem e qual efeito reputacional se deseja produzir. 

Quando a empresa delega isso a um algoritmo, abre mão do que a distingue. Então, antes de pensar em uma grande ação para a sua marca, escolha a emoção que faz sentido para a sua narrativa. Só então, utilize as ferramentas. A tecnologia amplia o alcance, porém, a intenção e o sentido vêm das pessoas.