Quando o CEO cai, não é apenas uma cadeira que fica vazia 

No dia em que a Nestlé demitiu o CEO Laurent Freixe, após uma investigação interna revelar um relacionamento secreto com uma subordinada. O episódio não ficou restrito a uma decisão de liderança. Em poucas horas, virou notícia global e testou a solidez da reputação de uma das maiores marcas do planeta.

Mais um exemplo que mostra que reputação não é um departamento. Ela é um organismo vivo que permeia todos os setores de uma organização. Vai do comportamento individual dos executivos às escolhas estratégicas do conselho. Um deslize pode ser suficiente para que ruídos cresçam, virem manchetes e abalem anos de construção cuidadosa.

É por isso que gestão de reputação exige olhar atento, demorado e treinado. Não basta saber listar os riscos. É preciso medir a chance de acontecerem, antecipar movimentos e ter estratégias desenhadas para quando o inesperado “bater à porta”. Acredite, em algum momento, ele vai bater!

Até porque a questão não é se crises vão surgir, mas como a sua empresa estará preparada para enfrentá-las sem perder a confiança que sustenta tudo.