5 coisas que uma crise expõe — e você nunca deveria fazer
A série Congonhas: Tragédia Anunciada, da Netflix, não trata apenas de um acidente aéreo. Ela expõe, com precisão cirúrgica, os bastidores de uma crise anunciada — e as lições que continuam ignoradas por muitas empresas.
Abaixo, cinco erros que se repetem em diferentes setores, em diferentes contextos — mas sempre com o mesmo desfecho: o colapso da confiança.
1 – Tratar alertas como exagero
Antes do acidente, havia alertas. Técnicos, pilotos e especialistas já apontavam riscos na operação de Congonhas. O problema? Foram tratados como ruídos. Toda crise começa quando a escuta termina.
2 – Comunicar tarde (ou mal)
A demora e a falta de clareza na comunicação após o acidente agravaram a situação. Em momentos de crise, a transparência, assertividade e a agilidade na comunicação são essenciais para manter a confiança do público.
3 – Apostar que o tempo apaga
Erro clássico: acreditar que basta esperar para o assunto passar. O caso TAM voltou à pauta quase 20 anos depois. Está entre os mais vistos da Netflix. Memória é um ativo — e também pode virar passivo.
4 – Escalar um porta-voz sem preparo
O porta-voz precisa ter domínio técnico, sensibilidade emocional e clareza de fala. Do contrário, vira combustível para a indignação. E aí, o dano deixa de ser só reputacional — vira emocional.
5 – Escolher valores questionáveis
Cuidado com os valores que você institucionaliza — eles viram manchetes quando tudo desaba. Em 1997, a TAM escolheu seu primeiro mandamento: “Nada substitui o lucro.” A frase virou cultura, norte e justificativa. O problema não está no lucro — está em elevá-lo à condição de princípio inegociável.
Crise boa é a que não acontece. Mas, se ela vier, que sirva pelo menos para mudar o que nunca deveria ter sido normal.
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