Mais difícil do que encontrar uma mãe que ache o filho feio, é convencer executivos de que rotinas internas, por mais relevantes que sejam no dia a dia da empresa, nem sempre são notícia. Esse é um choque comum no relacionamento com a imprensa.
Costuma-se dizer “do outro lado do balcão” para falar do jornalista na assessoria. Eu discordo, não existe balcão com lados opostos. Existe apenas um lado: o da notícia que, de fato, interessa ao público.
Defender isso tem um preço. É trabalhoso, exige paciência e diálogo para mostrar ao cliente que nem tudo que impacta a organização, tem valor jornalístico. A construção de uma pauta não nasce do ego, mas do interesse social.
Essa jornada é feita de mãos dadas, passo a passo, até que a empresa entenda que notícia não é publicidade e que reputação não se sustenta em discursos de autopromoção.
E compreender essa diferença é o primeiro passo para transformar rotinas internas em pautas que despertam interesse genuíno da sociedade.