Confiança não se perde de uma vez, ela se desgasta no intervalo que surge entre promessa e entrega. O Edelman Trust Barometer, em sua edição de 25 anos, revelou que 64% dos brasileiros declaram ressentimento moderado ou alto em relação a governos e empresas.
A raiz desse sentimento está no descompasso entre o que se anuncia e o que se concretiza. Quando a confiança já parte de um nível baixo, o caminho para fidelizar e manter o público não passa por discursos mais ousados. O que gera valor é a transparência de mostrar aquilo que pode ser feito e a disciplina de entregar exatamente o que foi assumido.
Reduzir o chamado “gap da promessa” é um investimento direto em reputação. Quanto menor a distância entre expectativa e realidade, maior a solidez das relações com o stakeholder.
Em sua organização, promessa e entrega caminham lado a lado ou ainda existe espaço perigoso entre as duas?