Hoje é Dia do Orgasmo e a dermatologista Patrícia Mafra, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que atua na Clínica Bruno Vargas, em Belo Horizonte, e na Clínica Volpe, em São Paulo, teve um artigo sobre as modernas técnicas de rejuvenescimento íntimo, que podem auxiliar quando se trata do prazer feminino, publicado no jornal Hoje em Dia. Leia na íntegra:

A medicina e o prazer sexual feminino

Patrícia Mafra - dermatologista nas clíncas Volpe (SP) e Bruno Vargas (BH)A data de 31 de julho, Dia do Orgasmo, serve para lembrar que a vida sexual tem impacto na saúde, na satisfação e no bem-estar das pessoas. Entretanto, falar de sexo e aproveitar o saudável prazer proporcionado por ele ainda é um tabu em nossa sociedade, principalmente no caso das mulheres. Apesar de boa parte delas já estar superando padrões sociais que remetem ao passado, a tensão sobre a temática é comprovada com números. Segundo uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), 55,6% das brasileiras têm dificuldade de sentir o clímax da relação. O levantamento ouviu 3.000 participantes, entre 18 e 70 anos, de sete regiões metropolitanas do país: São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador, Belém, Porto Alegre e Distrito Federal.

Entre as várias causas apontadas para não se ter um orgasmo durante o sexo, 67% das entrevistadas responderam que têm dificuldade para se excitar, e 59,7% disseram sentir dor durante a relação.

Se por um lado parte de nossa sociedade ainda insiste em negar que sexo – seguro, feito com responsabilidade – faz parte de nosso dia a dia, por outro, a medicina avança e oferece recursos que favorecem o prazer feminino. Existem procedimentos e técnicas feitas em consultório médico – dermatológico, por exemplo – em que as pacientes podem resgatar ou até desenvolver estímulos do prazer sexual.

Técnicas

Entre os procedimentos mais usados na atualidade estão os aparelhos de laser e radiofrequência, que têm o poder de estimular a formação de vasos e nervos na região íntima, aumentando a sensibilidade. Assim como o laser, existe a aplicação de células de crescimento, procedimento conhecido nos Estados Unidos como “Oshot” (ou “tiro do orgasmo”, traduzido para o português).

Já o preenchimento do chamado “ponto G” é feito com ácido hialurônico, ativo que existe naturalmente em nosso organismo e promove hidratação. Essa é uma das mais eficientes, seguras e modernas técnicas não-invasivas. É aplicada na região onde há maior número de terminações nervosas dentro do canal vaginal. Dessa forma, intensifica a sensação de prazer no ato sexual.

Há, também, a hidratação injetável, que não é invasiva, e promove hidratação de dentro para fora da região íntima feminina, com o objetivo de melhorar a lubrificação, devolver brilho e maciez à área. Também é feita com ácido hialurônico, mas não há efeito de preenchimento. São pequenas injeções do ácido abaixo da pele, em um tratamento que pode ser feito interna e externamente. São indicadas de uma a três sessões. O ponto alto do procedimento é ser praticamente indolor e não retirar a paciente de suas atividades normais.

Se a medicina trabalha constantemente para proporcionar bem-estar, qualidade de vida e satisfação às pessoas, cabe também à sociedade caminhar com esses avanços, superando tabus e conceitos ultrapassados. A aceitação da participação e do espaço feminino no âmbito do sexo merece cada vez mais atenção.

 

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